JANEIRO BRANCO: MÊS DA SAÚDE MENTAL, SAÚDE MENTAL SEMPRE

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Falar de saúde mental é compreender que esta é, sem medo de ser audaciosa em minha posição, o território, o recurso natural, a tecnologia mais valiosa da existência que cabe ao ser humano explorar. Como ainda somos estrangeiros dentro de nós mesmos, apesar dos  importantes avanços que somos capazes de criar. 

As perspectivas de crescimento dos transtornos mentais e seus inegáveis danos à saúde e à produtividade por cada vez mais incapacitarem ao trabalho e ao desfrutar da vida, torna-se cada vez mais algo que não mais pode ser ignorado, daí a iniciativa de transformar o mês de Janeiro no mês da Saúde Mental -  JANEIRO BRANCO.

Em muitas ocasiões o PSICOLOGIA EM FOCO falou sobre o quanto se tornou insustentável manter a separação corpo e alma - O penso, logo existo de Descartes, somado a todos os pensadores que forjaram a estrutura e o funcionamento do Ocidente, tem se mostrado ineficaz ao longo dos anos para dar conta da comp…

INVESTIMENTO EM PESSOAS: ALGO QUE NUNCA SE PERDE




A pesquisa do GPTW reforça por meio de indicadores a importância de se investir na gestão de pessoas, trazendo elementos tangíveis e objetivos para a tomada de decisão dos líderes

Entrevista: Paulo Sardinha, presidente da ABRH-RJ

fonte: Boa Chance

As empresas que aproveitarem o momento de crise para investir na gestão e na qualificação de pessoas estarão na frente quando a economia voltar a crescer. A opinião é do presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos do Rio de Janeiro (ABRH-RJ), Paulo Sardinha, que ressalta: as dificuldades são encaradas como oportunidades em companhias reconhecidas pelo bom gerenciamento do seu quadro funcional.

Nessa entrevista, ele fala sobre o impacto no ambiente corporativo dos resultados da pesquisa "Melhores empresas para se trabalhar  no Rio", elaborada pelo  Instituto Great Place to Work (GPTW), e a crescente valorização dos departamento de RH nas empresas. Para Sardinha, cada vez mais gestores comprovam que o cuidado com as pessoas é fator-chave para a melhoria do desempenho profissional e, consequentemente, para o crescimento das organizações.

Nesse contexto, afirma ele, a pesquisa regional dos GPTW, reforça por meio de indicadores a importância de se investir nessa área, trazendo elementos tangíveis e objetivos para a tomada de decisões por parte dos líderes. Na avaliação do dirigente, trata-se de uma ótima oportunidade, tanto para as empresas premiadas, aprimorarem ainda mais suas práticas, quanto para aquelas que estão fora do ranking , que passam a ter um norte para a construção de um excelente ambiente de trabalho.

De que forma a pesquisa do GPTW influencia o trabalho de líderes que estão na linha de frente do RH das empresas?
A lista do GPTW cria indicadores que precisam ser observados e define as fronteiras que devem ser alcançadas ou superadas. Os departamentos de Recursos Humanos trabalham muito com a subjetividade e, nesse ponto, a pesquisa é capaz de gerar elementos tangíveis para que o gestor possa compreender de maneira mais objetiva os pontos fortes e fracos da empresa. O GPTW mostra casos interessantes, como o de empresas que se repetem na lista de premiadas mantendo boas práticas de forma consistente ao longo do tempo; e também de companhias que ingressam pela primeira vez no ranking o que demonstra oxigenação e atenção ao movimento do mercado. O levantamento é capaz de fornecer informações relevantes para as organizações participantes e também para todo um público que passa a se mobilizar.

Algumas empresas dizem que é necessária uma preparação para participar da pesquisa do GPTW. O senhor concorda?
Eu procuro sempre incentivar as empresas, mesmo aquelas que não se sentem preparadas a participarem. Algumas refutam, pois estão em busca do momento ideal. Mas a pesquisa pode ser um fator de contribuição para o amadurecimento da companhia em relação à gestão de pessoas, pois indicadores utilizados no levantamento são universais e independem do porte do negócio. A lista do GPTW tem a função de reconhecer e dar visibilidade às práticas de companhias que já há algum tempo fazem um bom trabalho, e as empresas que não atingiram a excelência estão protegidas pelas regras de confidencialidade, ou seja, não serão expostas ao grande público.

No passado, a área de Recursos Humanos era vista como burocrática e como uma extensão do administrativo. Hoje líderes e funcionários já percebem a importância desse departamento?
As empresas surgem, em geral, de uma boa ideia que é transformada em um serviço ou um produto. Os objetivos delas ao nascerem é cuidar do lucro, da inovação e da eficiência na comercialização. tudo isso vem à frente um olhar mais acurado para as pessoas. Esse olhar só começa a ser ampliado quando o negócio cresce e torna-se um sucesso. Mas hoje posso afirmar que há exemplos até mesmo de  pequenas startups, que iniciam suas atividades com a presença de um profissional de Recursos Humanos, para que exista desde o início uma cultura organizacional definida, com valores bem aplicados. Não tenho dúvida de que essa estratégia garante chances de lucro e de crescimento nos negócios.

Em momentos de crise, as ações e projetos de RH mantém sua relevância?
Sem dúvida. Empresas reconhecidas pelo bom desempenho em gestão de pessoas certamente transformarão dificuldades em oportunidades. Quando o mercado estava aquecido, ouvia relatos de que não havia tempo para treinamento e qualificação em função do alto volume de produção. A folga que existe hoje mesmo que forçada deve ser aproveitada para se investir no funcionário, para que estejam mais capacitados. As crises são cíclicas e isso é claro na visão dos especialistas. Quando o caminho de crescimento for retomado, algumas empresas estarão mais preparadas que outras para surfar na boa onda que virá. Assistimos muito a isso no mundo dos negócios nesses períodos de incertezas: as companhias se retraem de tal maneira que quando o céu se abre, elas não sabem o que fazer. Há empresas que enfrentam crise mesmo em ciclos virtuosos da economia porque não se preparam adequadamente. Portanto a hora de agir é agora. Investimento em pessoas é algo que não se perde, se ganha.

Então esse é o momento de reter talentos nas empresas?
Na minha opinião, talento não se retém. São as empresas que devem trabalhar para ser atrativas, para que pessoas acima da curva sejam levadas a optar por trabalhar em organizações que sejam reconhecidas como as melhores. Talentos em geral, são inquietos por natureza, as companhias é que precisam se preparar para lidar com eles. Para preservá-los, é preciso tomar cuidado com a burocracia excessiva. Incentivar a inovação e o gestor, pois não adianta você ter talentos na equipe se o líder não é talentoso. E aí o RH ganha relevância ao perceber essas questões e trabalhar para que a qualificação e o cuidado com as pessoas sejam pontos intrínsecos na cultura e no cotidiano das empresas.


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