JANEIRO BRANCO: MÊS DA SAÚDE MENTAL, SAÚDE MENTAL SEMPRE

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Falar de saúde mental é compreender que esta é, sem medo de ser audaciosa em minha posição, o território, o recurso natural, a tecnologia mais valiosa da existência que cabe ao ser humano explorar. Como ainda somos estrangeiros dentro de nós mesmos, apesar dos  importantes avanços que somos capazes de criar. 

As perspectivas de crescimento dos transtornos mentais e seus inegáveis danos à saúde e à produtividade por cada vez mais incapacitarem ao trabalho e ao desfrutar da vida, torna-se cada vez mais algo que não mais pode ser ignorado, daí a iniciativa de transformar o mês de Janeiro no mês da Saúde Mental -  JANEIRO BRANCO.

Em muitas ocasiões o PSICOLOGIA EM FOCO falou sobre o quanto se tornou insustentável manter a separação corpo e alma - O penso, logo existo de Descartes, somado a todos os pensadores que forjaram a estrutura e o funcionamento do Ocidente, tem se mostrado ineficaz ao longo dos anos para dar conta da comp…

NOSSA ESCOLA



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Falar de educação é tratar de um tema amplo entendido por todos como assunto necessário que se soma a um conjunto de estratégias de crescimento de um País. Muitos veem a educação como a própria estratégia.


Falar da escola, do lugar que ficamos um tempo longo ou curto, é falar de um lugar próximo a todos. A escola da infância, era aquele lugar obrigatório que para as crianças representava nos primeiros momentos, se afastar da mãe e, aos poucos se tornava uma abertura para um mundo novo que se alargava com o passar dos anos. As cores dos lápis, os livros, ah! os amigos, os primeiros amores, as primeiras violências...

A escola vai mudando de significado ao longo da vida. Os amigos e amores às vezes são as experiências mais marcantes deste tempo que começa a dar sentido ao ser que somos, mesmo que sempre inacabados.

O ambiente escolar, os educadores que marcaram pelo estímulo, outros pelo temor são memórias doces ou amargas de cada um. Na minha opinião, esse "chão cotidiano da escola" nos seus desafios e acertos, bem como na suas singularidades devem ser levados em conta, pois somos um País de dimensões continentais e na minha visão é assim que a elaboração de planos, mesmo que sejam comuns, começa a ganhar objetividade.

Construir um ambiente estimulante, prazeroso, onde o livre pensar e o cultivo de relações que contemplem a ética, a tolerância deve em tese ser o objetivo da escola (e talvez outros mais que não lembrei ou não saiba) aliado ao fato, não menos importante, da valorização de todos os profissionais envolvidos na administração de uma escola. Ter condições de trabalho com salários compatíveis às suas responsabilidade e ao seu valor social, podendo se atualizar, dedicando-se com exclusividade ao seu ofício, ter lazer, acesso à cultura, livros porque tudo isso é um alimento importante para a fertilizar o intelecto e a alma promovendo o bom exercício profissional.

É triste nos dias de hoje, pelo momento difícil que a educação no Brasil vive, muito poucos jovens desejam ser professores, como primeira opção. Há um grande desinteresse pela profissão que forma todas as profissões.

Este assunto ganha complexidade também por representar uma questão fundamental para as famílias, profissionais da área e para o País, mas os educadores não são valorizados e tem condições ainda muito pesadas de trabalho. Será que cabe realmente aumentar o tempo  do jovem na escola? Que escola é essa para contemplar esse tempo estendido? Que ambiente escolar é esse? Colocar artes e educação física, sociologia e filosofia como matérias opcionais não estaria na contramão de uma evidência científica de que o corpo e a mente se complementam? Colocar o ensino médio com característica de universidade não seria valorizar o "adestramento" prematuro para o mundo do trabalho? Há muito o que debater. E que este debate seja de todos.

Regina Bomfim


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