SEXO:QUANDO UM QUER E O OUTRO SEMPRE VIRA PARA O LADO E DORME


 


Há momentos na vida do casal em que ocorre desinteresse no sexo. De tempos em tempos isto pode acontecer por muitos motivos. O que deve chamar atenção é a frequência destes desencontros, podendo abalar o relacionamento.

Esta característica esteve sempre presente no parceiro (a) ou surgiu recentemente? São observações importantes a serem feitas. É normal que as pessoas tenham níveis diferentes de desejo sexual, excitamento e até abertura sexual. O casal deve conversar abertamente e encontrar um consenso. Muitas vezes este é o problema - conversar abertamente. A hipótese de um problema de saúde também não deve ser descartada e a avaliação médica pode ser um passo importante

Seguem algumas sugestões para evitar maiores desentendimentos quando o (a) parceira (o) gosta mais de sexo do que outro:




Photo by Matheus Ferrero on Unsplash

E QUANDO PARCEIRO (A) NÃO QUER TRANSAR DIZENDO MAIS NÃO DO QUE SIM?
1. Sabe a história da conversa falada lá em cima? É vital! E tentar que seja num tom sem acusação, pesado de raivas e frustrações acumuladas. Importa também não deixar tanto o tempo passar para esta troca de ideias a fim de entender o que acontece. Problemas no trabalho, mágoas, brigas anteriores ou insatisfações com os rumos do relacionamento podem ser os motivos revelados numa conversa sincera e respeitosa.
2. A questão da saúde sempre é bom verificar, pois uso de certos medicamentos, alterações hormonais, entre outros podem interferir no desejo sexual.
3. A falta de vontade de fazer sexo pode acontecer em função de um desinteresse pela relação íntima em si. Também mulheres que depois de um tempo, começam a não se sentirem mais atraentes e seus companheiros não as procuram mais. No caso dos homens quando há uma excessiva resposta negativa da mulher,
causando ansiedade e acabando por alterar sua resposta sexual.

Ou se o homem apresenta com frequência, por exemplo disfunção erétil ou a mulher tem dificuldade de alcançar o orgasmo pode optar por ficar distante da sexualidade. Talvez este seja o momento de ampliar o ato de descobrir no corpo outras formas de prazer e pode ser muito divertido! Redescobrir um ao outro, estar mais junto. Vale tudo o que for do consentimento de ambos!

4. Muito estresse no trabalho ( ou a falta dele) ou até mesmo uma vida excessivamente atarefada pode diminuir o desinteresse de transar. Especialistas apontam que quanto menos se faz sexo, mais a vontade desaparece. Agendar para fazer sexo? Pode ser estranho, mas sabe que pode ajudar, apesar de aparentemente nada romântico? A simples sugestão pode ajudar a transformar a relação, pode ser estimulante.

5. Buscar ajuda profissional, se necessário pois podem ajudar a compreender e solucionar o problema.

6. Pode ser polêmico, mas pensar numa relação aberta em casos em que o (a) parceiro (a)
não tenha mesmo mais interesse, mas ainda há o desejo de preservar a relação amorosa que afora este impedimento, possui qualidade em outros setores, deve ser algo muito conversado por ambos neste caso em que um sente mais necessidade de sexo do que o outro.

Continuar tendo sexo é o segredo dos casais que mantêm um bom relacionamento ao longo dos anos. Isso é o que podemos deduzir, mas a complexidade do comportamento humano é capaz de criar uma variedade de caminhos e soluções... 

Para concluir, me lembrei de uma cena do filme Os Desajustados (The Misfits, 1961). Roslyn Tabor (Marilyn Monroe) uma mulher que estva prestes a se divorciar, chega a Reno, Nevada e ali conhece dois cowboys. Num certo momento vai a casa de um deles, Guido (Eli Wallach). Eles dançam e Roslyn percebe que ele é um excelente bailarino. As relações de casal são ilustradas neste compêndio (triste!) de filosofia das relações de casal.

Roslyn - Sua mulher não dançava?


Guido - Não como você, ela não tinha graça.


Roslyn - Por que não a ensinou a ter graça?


Guido - Isso é algo que  não se aprende.


Roslyn - Como sabe? ela morreu sem nunca saber que poderia dançar. De certa maneira vocês eram dois estranhos.


Guido - Não quero falar da minha mulher.


Roslyn - Não se zangue. O que estou querendo dizer é que, se a amava, devia a tê-la ensinado. Porque todos, maridos e esposas, estamos morrendo a cada minuto e não estamos ensinando uns aos outros o que aprendemos.

Regina Bomfim











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