JANEIRO BRANCO: MÊS DA SAÚDE MENTAL, SAÚDE MENTAL SEMPRE

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Falar de saúde mental é compreender que esta é, sem medo de ser audaciosa em minha posição, o território, o recurso natural, a tecnologia mais valiosa da existência que cabe ao ser humano explorar. Como ainda somos estrangeiros dentro de nós mesmos, apesar dos  importantes avanços que somos capazes de criar. 

As perspectivas de crescimento dos transtornos mentais e seus inegáveis danos à saúde e à produtividade por cada vez mais incapacitarem ao trabalho e ao desfrutar da vida, torna-se cada vez mais algo que não mais pode ser ignorado, daí a iniciativa de transformar o mês de Janeiro no mês da Saúde Mental -  JANEIRO BRANCO.

Em muitas ocasiões o PSICOLOGIA EM FOCO falou sobre o quanto se tornou insustentável manter a separação corpo e alma - O penso, logo existo de Descartes, somado a todos os pensadores que forjaram a estrutura e o funcionamento do Ocidente, tem se mostrado ineficaz ao longo dos anos para dar conta da comp…

'Mudança de Hábito requer uma liderança forte'






Entrevista com Charles Duhigg

Fonte: O Globo Boa Chance (03/02/13)

O jornalista americano Charles Duhigg se dedica a estudar o hábito, o que para ele, não é tão falado e conhecido pelas pessoas, mas pode ajudar a provocar reais mudanças, tanto em organizações quanto em profissionais. No livro "O poder do hábito" (Objetiva), Duhigg aborda a questão sob uma perspectiva neurológica e diz que as mudanças de hábitos são possíveis, embora nem sempre fáceis ou rápidas. O autor conversou com o Boa Chance pelo telefone sobre o tema.

Como é possível mudar hábitos organizacionais?
 É prestar atenção nesses padrões. Numa companhia, pode haver dois setores competindo entre si, e é preciso olhar-se, por exemplo, esse não é um padrão que se repete demais.


Caberia ao RH tentar identificar esses hábitos?
É papel de todos. É assim que se cria uma cultura em uma empresa. É claro que o RH tem um papel importante, mas o presidente da companhia também. Há padrões sendo obedecidos todos os dias, desde a forma como as reuniões são feitas diariamente a decisões maiores. O problema é que os hábitos crescem e se desenvolvem sem que ninguém pare para discutir sobre eles.

Mas não é fácil mudar hábitos arraigados há tempos. Como fazer isso?
É  realmente muito difícil fazer esse tipo de mudança. Requer uma liderança forte. Mas, quando o líder foca em só um hábito, consegue ser mais eficaz. Se ele souber escolher o hábito certo no qual focar, poderá provocar uma série de reações em cadeia positivas.

Um bom líder é aquele que, antes de tudo, identifica os próprios hábitos?
Não necessariamente. Há vários líderes excelentes, que fazem péssimas escolhas em suas vidas pessoais. Esse não é um pré-requisito para entender os hábitos de uma empresa.

Como a consciência de seus hábitos pode ajudar um profissional a ser promovido ou a conquistar um objetivo na carreira?
É importante que ele estabeleça pequenas recompensas. E celebre as menores vitórias. em vez de determinar que quer trocar de emprego ou ser promovido em dois anos, o profissional deve criar tarefas semanais. Por exemplo: almoçar com duas pessoas que ele não conhecia. quando chegar a sexta-feira, ele poderá tomar uma cerveja para comemorar a pequena conquista. sob uma perspectiva neurológica, agir dessa maneira é mais eficaz. Quando a recompensa é pequena e chega de maneira rápida, o hábito é mais reforçado.




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