PACIÊNCIA ANTES DA CRISE



Por
Joana de Ângelis

O homem moderno tem urgente necessidade de cultivar a paciência, na condição de medicamento preventivo contra inúmeros males que o espreitam.

De certo modo, vitimado pelas circunstâncias da vida ativa em que se encontra, sofre desgaste contínuo que o leva, não raro, a estados neuróticos e agressivos ou a depressões que o aniquilam.


A paciência é-lhe reserva de ânimo para enfrentar as situações mais difíceis sem perder o equilíbrio.

A paciência é uma virtude que deve ser cultivada e cuja força somente pode ser medida, quando submetida ao teste que a desafia na forma de problema.

O atropelo do trânsito; a balbúrdia geral; a competição desenfreada; o desrespeito aos espaços individuais; a compressão das horas, as limitações financeiraas; os conflitos emocionais; as frustrações e outros fatores decorrentes da alta tecnologia e do relacionamento social levam o homem a enarmonias que a paciência pode evitar.

Exercitando-a nas pequenas ocorrências, sem permitir-se a irritação ou o agastamento, adquirirá força e enfrentará com êxito as situações mais graves.

A irritação é sinal vermelho na conduta e o agastamento é arma perigosa pronta para desferir golpe.

Todas as criaturas em trânsio pelo mundo são vítimas de ciladas intencionais ou não.
Saber enfrentá-las com cuidado, é a única forma de passar incólume.

Para tanto, faz-se mister desarmar-se das ideias preconcebidas infelizes, que geram os conflitos.

Se te sentes provocado pelos insultos que te dirigem, atua com serenidade e segue adiante.
Se erraste em alguma situação que te surpreendeu, retorna ao ponto inicial e corrige o equívoco.

Se te sentes injustiçado, reexamina o motivo e disputa a honra de não desanimar.
Se a agressão de alguma forma te ofende, guarda a calma e a verás desmoronar-se.
A convivência com as criaturas é o grande desafio da evolução porque resulta, de um lado, da situação moral deles, e de outro, de seu estado emocional.

O amor ao próximo, no entanto, só é legítimo quando não se desgasta nem se converte em motivo de censura ou queixa em ralção às pessoas com quem se convive.
- É fácil amar e respeitar aqueles que vivem fisicamente distantes.

- O verdadeiro amor é o que se relaciona sempre bem com as demais criaturas, quando porém, o indivíduo pacientemente amar-se a si mesmo, podendo compreender as dificuldades, do ponto de vista do outro, antes que da própria forma de ver (...).



Achei interesante trazer este texto que foi retirado de um livro religioso por consiedrar um bela reflexão, não para dar às pessoas regras de vida pelo simples fato de me incluir como alguém que também necessita exercitar a paciência. Suprimi a parte final do texto por achar a mensagem mais restrita  aos adeptos da religião e quis ressaltar no texto o que pode ser comum a todos nós. 

Gosto de tempos em tempos de trazer textos de diferentes religiões para mostrar que em todas elas há uma raiz comum que é o exercício do Amor. Religião é apenas o exercício do Amor, tirando a variedade dos seus rituais e conceitos. É o Amor que fica. 

A dimensão espiritual do ser humano está presente na espécie humana desde os primórdios, antes mesmo do que se conhece hoje como religião. Por este motivo, quando o tema aparece no discurso do paciente ,já é tempo de ser respeitado e compreendido pelas mais influentes abordagens psicológicas, como elemento  constituinte do projeto existencial do indivíduo e não mais como transtorno.

Regina Bomfim
Psicóloga Clínica
(21) 9 9489-2311
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