JANEIRO BRANCO: MÊS DA SAÚDE MENTAL, SAÚDE MENTAL SEMPRE

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Falar de saúde mental é compreender que esta é, sem medo de ser audaciosa em minha posição, o território, o recurso natural, a tecnologia mais valiosa da existência que cabe ao ser humano explorar. Como ainda somos estrangeiros dentro de nós mesmos, apesar dos  importantes avanços que somos capazes de criar. 

As perspectivas de crescimento dos transtornos mentais e seus inegáveis danos à saúde e à produtividade por cada vez mais incapacitarem ao trabalho e ao desfrutar da vida, torna-se cada vez mais algo que não mais pode ser ignorado, daí a iniciativa de transformar o mês de Janeiro no mês da Saúde Mental -  JANEIRO BRANCO.

Em muitas ocasiões o PSICOLOGIA EM FOCO falou sobre o quanto se tornou insustentável manter a separação corpo e alma - O penso, logo existo de Descartes, somado a todos os pensadores que forjaram a estrutura e o funcionamento do Ocidente, tem se mostrado ineficaz ao longo dos anos para dar conta da comp…

PSICOLIRISMO DA TERAPIA COTIDIANA: Rita Moutinho






Um livro que simplesmente devorei... O Título da postagem é o do livro que extrai poesia das sessões de terapia.. Mais do que recomendo. É uma leitura deliciosa e densa pela carga das emoções e pela beleza no emprego das palavras. Há um rigor formal e também entrega... Que todos nós possamos transformar a dor em música e poesia. A psicoterapia pode ser entendida como uma viagem de múltiplas paisagens, com "sóis e temporais" cujo destino é a libertação de si mesmo como autonomia e responsabilidade frente às suas escolhas nos bons e maus momentos. É um belo investimento de ser o melhor de si para os outros.
Regina Bomfim


Soneto da Dúvida nas Águas

Os dois remos parecem adormecidos
na travessia lenta para a cura,
e meus lábios molhados de gemidos
pingam máculas mis. Você se acura, 
leva-me a perdoar certos pecados
trazendo lassidão à amargura
Outros ainda me pesam represados
- Não abri as comportas da censura
As culpas, cracas fixas no meu casco,
não me deixam chegar à embocadura
da vida aquosa, que tolhida em frasco,
fez me revolto oceano sem ondula
Ah, quando poderei sã navegar
se sou a um só tempo barco e mar

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