UM PAPO SOBRE ECONOMIA

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Será que para ter afeto, se sentir respeitado, você precisa abrir mão de si mesmo? Será que na economia dos sentimentos acaba sempre sendo um preço muito caro a ser pago?

Regina Bomfim



SOBRE AMOR E LIBERDADE: COM UM TOQUE DE ARTE





Sobre as voltas que o mundo dá... Essa coisa de ter um post já pronto, mas, ontem ouvindo a canção de 1977 Sonhos,  do Peninha (há muitas regravações, ouvi cantado por ele).,me deu vontade de ousar falar de amor, inspirada por um texto de Osho. Ele diz que o amor não é contra a liberdade, mas o amor é um meio para alcançar a liberdade, porque segundo ele, o amor nunca possui e o amor nunca pode ser possuído.

A música do Peninha, além de ser belíssima em toda sua estrutura e execução, produz imagens na mente e faz com que ao ouvir a letra, você compartilhe com ele a emoção de um encontro amoroso que se mostra tão intenso e pleno, quando o cantor fala do quanto viver este sentimento fez com que acreditasse mais na vida e se tornasse alguém mais disposto a celebrar a existência por causa desta experiência.




E de repente o anticlímax: quando a canção se fez mais forte, mais sentida/ quando a poesia fez folia em minha vida/ você veio me contar dessa paixão inesperada por outra pessoa...

Falar dos desencontros do amor, é refletir muito mais do quanto estamos dispostos a viver uma história de "peito aberto" ao ponto de se em algum momento ela acabar, possamos mesmo depois de um tempo dizer para nós mesmos: mas não tem revolta não/ eu só quero que você se encontre... do que a raiva (também natural desde que não leve a crime passional e afins) que sentimos do outro por não ter satisfeito nossas expectativas. Ou seja, um encontro por si sempre pode ser uma riqueza ao invés da tortura de procurar encaixar o outro no nosso modelo de felicidade. É um desafio aprender que o outro não existe para satisfazer as nossas expectativas. E o que acaba ficando sempre, é a capacidade de ser inteiro, aprendendo com cada encontro. Exercícios...

Osho também diz, uma coisa que nunca havia pensado e me marcou muito:
 "(...) A liberdade é o valor supremo. Nem mesmo o amor é superior à liberdade. A liberdade é o valor supremo; em seguida vem o amor. E há um conflito constante entre amor e liberdade. O amor tenta tornar-se o valor supremo. Ele não é. E o amor tenta destruir a liberdade; só então ele pode ser o valor supremo. E aqueles que amam a liberdade passam a ter medo do amor."


E termino lembrando uma linda canção do Arlindo Cruz

Se perguntar o que é o amor pra mim 
não sei responder
não sei explicar...

Regina Bomfim

Referência:

Osho - Intimidade: como confiar em si Mesmo e nos outros. São Paulo: Editora Cultrix, 2006

Letra da canção Sonhos (letra e música Peninha)





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