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SOBRE MATAR O SEU BUDA


SOBRE MATAR O SEU BUDA

O mestre budista do séc IX, Lin Chi,  supostamente disse: 'se encontrares o Buda na estrada, mata-o. Há pessoas que se sentem mais seguras quando tem alguém a quem reportar quando precisa, há outras que gostam de ouvir outros pontos de vista para tomar em seguida as suas decisões e há aqueles que não ouvem ninguém, assumindo todos os riscos. São apenas modos de se relacionar com as experiências que podem mudar ou não em algum momento. Tudo bem. Me identifico com este tipo de pensamento que gostaria de compartilhar:
Para além do "tem que"
Para além do que os outros esperam
Para além de agradar os outros.
Para além do ambiente e da genética que contribuem, inegavelmente, mas pela capacidade de cada um de nós tem de ultrapassar limites, reescrever histórias,
Para além de necessitar de um guru, mas parcerias positivas que incitem o autogerenciamento e achem natural em seu método pedagógico serem ultrapassados.
Para semear a reflexão de que é possível se autodeterminar.
A liberdade é cheia de responsabilidade e não é só um caminho de confiança e alegria.
É um passo a passo com muito cuidado, receio.
Isso não acontece facilmente, mas é o exercício de viver numa relação aberta, amigável e estreita com sua própria experiência para poder estar em amor genuíno com o outro. sabendo que nunca chegará a um lugar pronto e pleno de saúde, mas será alguém em permanente processo. Somos.
Aprendo. Aprendemos.

Regina Bomfim

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  Por Rogério Miranda de Almeida - Doutor em filosofia pela Universidade de Metz (França) e em Teologia pela Universidade de Estrasburgo. Professor no Programa de Pós - Graduação da Pontíficia Universidade Católica do Paraná (PUC- PR). Publicou os seguintes livros: Nietzche e Freud - Eterno Retorno e Compulsão à Repetição (2005); Eros e Tânatos: A Vida, A Morte, o Desejo (2007). Todos pela Edições Loyola. O ensino da filosofia, uma das mais nobres tarefas pedagógicas, é ao mesmo tempo uma das mais difíceis. Difícil porque, dada a própria origem da filosofia ocidental - cujo berço é a Grécia e, mais precisamente, a costa Jônica do séc 6 a.C -, a questão em torno da qual ela girava era do ser enquanto ser. Em outros termos, indagavam-se os jônicos: por que, a despeito do nascimento, da corrupção e da morte das coisas sensíveis, tudo permanece como se fosse o mesmo? Deve, pois, haver - completavam esses estudiosos da natureza - por trás do mundo fenomênico algo que nem enve...