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QUE NEM MARÉ



QUE NEM MARÉ

 QUE NEM MARÉ


Pedir ajuda nem sempre é fácil. Assumir-se vulnerável por um momento difícil quase sempre é ir contra a maré de uma sociedade que prega o manter-se forte e motivado em momentos bons e ruins, mas negando que existem momentos ruins.

Negar os momentos ruins é engolir o choro, como se chorar não fosse humano e por isso parte das emoções. Aí surgem os "sorrisos amarelos", os filtros para fabricar uma visão editada de si mesmo no mundo artificial de flashes, onde é preciso ser feliz e vitorioso.

Pedir ajuda pode demorar um tempo muito tempo oi nunca, pode ser um gesto secreto, pode vir repleto de rodeios de se aproximar de leve e sumir. iPode vir no arroubo de coragem irrefletida, pode vir de aceitar o cansaço de uma vida que sente poderia ser melhor.

Pedir ajuda é ir contra a maré social da valentia autosuficiente, é começar a perceber que viver pode e deve ser em essência estar na maré a favor de si mesmo 

Regina Bomfim



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