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AS COISAS SUTIS


AS COISAS SUTIS


A violência psicológica, é violência que não se comprova em corpo de delito, mas pode deixar marcas tão intensas quanto um corpo com escoriações.

Estar diariamente exposto a este tipo de situação mina as energias da alma, coloca o indivíduo num sentimento de imprecisão acerca da realidade o que é chamado de Gaslighting  uma forma de abuso psicológico que induz a pessoa ao erro atribuindo a ela coisas que ela disse e não disse, afirmando que está louca e não pode mais responder por ela. A exposição contínua a esta pressão pode fazer com que de fato creia estar enlouquecendo, por isso leva tempo para tomar conhecimento do que é vivido representa uma forma de violência.

 Ironias finas, xingamentos e até mesmo, colocar a pessoa numa redoma de luxo e cuidados excessivos onde fica implícita, sutil a ameaça de que a pessoa não pode ultrapassar certos "limites" como ter amigos, trabalhar, estudar, sair só, sob pena de sofrer algum tipo de retaliação seja afetiva como deixar de fazer sexo, deixar de falar com a pessoa, seja restrições materiais diversas.

Pode ocorrer em relações de trabalho, amizade e não apenas na família. O autoconhecimento, saber o que se quer e o que se pode suportar das relações é um essencial elemento de prevenção. A carência e a baixa auto estima nunca são  boas conselheiras.

Estando dentro da situação,  o primeiro passo é admitir que a relação vivida não é  saudável, coisa nem sempre fácil de perceber e aceitar. Não se censurar e ignorar as censuras externas nos termos de "porque não fez nada?", "porque deixou ficar tanto tempo?" e fazer o que estiver em condições.

A violência psicológica é um crime invisível, pois tem difícil diagnóstico e geralmente inaugura uma cadeia de violações que pode acabar na violência física e na morte da pessoa.

Regina Bomfim

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  Por Rogério Miranda de Almeida - Doutor em filosofia pela Universidade de Metz (França) e em Teologia pela Universidade de Estrasburgo. Professor no Programa de Pós - Graduação da Pontíficia Universidade Católica do Paraná (PUC- PR). Publicou os seguintes livros: Nietzche e Freud - Eterno Retorno e Compulsão à Repetição (2005); Eros e Tânatos: A Vida, A Morte, o Desejo (2007). Todos pela Edições Loyola. O ensino da filosofia, uma das mais nobres tarefas pedagógicas, é ao mesmo tempo uma das mais difíceis. Difícil porque, dada a própria origem da filosofia ocidental - cujo berço é a Grécia e, mais precisamente, a costa Jônica do séc 6 a.C -, a questão em torno da qual ela girava era do ser enquanto ser. Em outros termos, indagavam-se os jônicos: por que, a despeito do nascimento, da corrupção e da morte das coisas sensíveis, tudo permanece como se fosse o mesmo? Deve, pois, haver - completavam esses estudiosos da natureza - por trás do mundo fenomênico algo que nem enve...